Zoomoo no Trimarchi
Esse ano, finalmente tivemos o prazer de participar do Trimarchi 2011 em Mar del Plata, Argentina.
Há muito tempo tínhamos a curiosidade de saber como seria um evento de design fora do Brasil, tendo em vista que já participamos de encontros regionais e nacionais. De qualquer maneira, sempre fica a curiosidade de saber com as coisas funcionam dentro de outras culturas.
Do nosso ponto de vista, foi uma experiência extremamente bacana estar num estádio cheio de designers de culturas distintas para discutir, aprender e trocar conhecimento. O circuito de palestras foi bastante versátil, indo da sustentabilidade ao mobile, do gráfico ao digital…
A América do Sul é culturalmente rica, peculiar e com muito potencial a ser explorado. Os argentinos, chilenos, peruanos tem uma preocupação de abordagem social nos seus trabalhos que o Brasil tem muito pouco. Conhecemos muitos trabalhos com conexões políticas, sociais, e por consequência reflexivas.
Como disse o mestre Massimo Vignelli durante uma vídeo-conferência, “O design na América do Sul precisa alcançar a qualidade da música e da literatura nesses países” e segundo ele, um dos caminhos para isso seria fugir do refinamento europeu e da efemeridade do design norte-americano.
Dentre os muitos trabalhos que tivemos o prazer de conhecer, aqui vão alguns…
Os projetos malucos e apaixonados de Hojun Song, que chegou ao ponto de construir um satélite e conseguir autorização para lançá-lo. Parafraseando-o “Amadores e apaixonados podem mudar tudo”.
Big Active, design, criatividade, novas ideias para conteúdos mobile sempre relacionados com música e com maestria!
Double You e seus belos conceitos sobre marketing digital que embora pareçam um tanto óbvios, não são. Um exemplo, o conteúdo que fluí na internet é algo líquido. A solidez de um jornal impresso desaparece, a liquidez de uma reportagem, multiplica-se, ganha vida, embora ainda consiga conversar com o jornal. Se antes precisávamos de um conteúdo sólido, hoje, precisamos de uma ideia líquida que nasça para percorrer diferentes meios.(impresso, redes sociais, portais, mobile e o que mais sua imaginação permitir já que não existem limites).
A histórica palestra do David Carlon, recebido por uma empolgante OLA, compartilhou de forma informal sua rotina, seu estilo de trabalho, tudo isso com a maior simpatia e bom humor deste mundo. Uma apresentação que mostrou desde fotos que ele tira pelo prazer do registro até suas ideias e trabalhos (aprovados ou não).
La Nueva Grafica Chilena, um exemplo de projeto feito com muita vontade e pouco dinheiro.
Dr. Alderete, ilustração, muita referência mexicana, trabalhos experimentais e estudos.
As vinhetas de abertura e o telão interativo foram fantásticos. Durante o intervalo das palestras, usando o #TMDG seu twitte aparecia e você interagia com todos.
Enfim, renderia escrever muito mais, mas a essência do evento, de conhecer um lugar novo, de ficar inspirado, essas coisas não dão pra sentir por palavras, vídeos e fotos; tudo isso é apenas um teaser, um convite para vocês conhecerem pessoalmente (:
Todo mundo tem segredos
Todo mundo guarda segredos, dos mais singelos aos mais escuros e sombrios. Os seus e o dos outros.
Pensando nisso, Frank Warren criou o PostSecret, um projeto de arte onde pessoas contavam seus segredos através de postais anônimos. A maioria deles são pequenos pedacinhos de arte compostos por ilustrações, fotos ou colagens que tentam inspirar os outros e ajudar aqueles que os escrevem a encontrar aceitação, além de ajudar possíveis leitores que se identifiquem com o mesmo segredo.
Esta fórmula simples deu tão certo que já foram publicados cinco livros com os postais recebidos por Warren, além dos vários que ele publica no site do projeto.
Pra quem não tem muita afinidade com o Inglês, o tumblr PostSecret Brasil traduz alguns dos segredos para o português.
Até aí, não tem nada de novidade, pois este projeto genial é antigo, bem conhecido e difundido pela Interwebs, não é? Mas este mês foi lançado o aplicativo do PostSecret pra iPhone (logo mais vai ter disponível pra Android também) e agora você pode compartilhar seus segredos de qualquer lugar, basta tirar uma foto, escrever seu segredo e compartilhar pelo aplicativo.
Além disso, você pode ler todos os segredos compartilhados e ver de onde eles vieram, através do recurso de geolocalização. Veja aqui o teaser do aplicativo:
Talvez um pouco menos charmoso que o método de envio tradicional, mas ele possibilita respostas aos segredos em tempo real, grava seus segredos compartilhados, favorita e compartilha seus segredos preferidos. Interação proporcionada pela Internets (:
Letterpress
Não dá pra olhar para frente e deixar o saudosismo de uma série de coisas belíssimas para trás.
O futuro tende a ser digital, porém, dependeu de um passado analógico para crescer, experimentar e ser o que é ou o que ainda será.
Então, um pouquinho de letterpress!
Birds on the Wires
“Birds on the Wires”, não é algo tão recente assim, pode ser que muita gente conheça… mas de qualquer maneira vale muito comentar sobre esse trabalho.
Tudo começou ao acaso quando Jarbas Agnelli lia o jornal e encontrou uma foto de pássaros dispostos em um fios elétricos, algo que lembrava uma pauta musical. Então, tentando ser fiel ao que os pássaros compureram, ele tranformou isso em música.
No vídeo ele conta o processo em detalhes. Enfim, o mais bonito é saber que nesse cotidiano frenético ainda tem gente que enxerga poesia em situações que normalmente passariam desapercebidas e compartilha esse olhar com todos nós.
Apreciem
O livro, o e-book e o que mais?
Particularmente sou fã, compradora e admiradora dos livros impressos.
Ainda acredito que o impresso é uma plataforma riquíssima, de certa maneira acessível, um “objeto” gostoso de manusear, fácil de carregar e que não depende de bateria, tomadas, pilhas ou qualquer outro artefato, enfim, ele é autosuficiente.
Em contrapartatida, sou a favor da tecnologia, da proposta de suportes inteligentes que engrandeçam a experiência de ler. Um coisa é apenas transpor a experiência da leitura para a tela, como o Kindle, por exemplo, com poucas possibilidades de recursos para projetos gráficos.
Agora, sem querer defender ou fazer apologias, logo que começaram os teasers de apresentação do ipad, não acreditei que ele pudesse representar alguma grande mudança ou tornar-se algo tão relevante. Hoje, depois de conhecer alguns projetos de livros desenvolvidos para ele, volto atrás. Me questiono se eu fosse criança em 2011 e tivesse acesso a essa experiência, como seria meu processo de aprendizado. Creio que mais intuitivo, mais simples pela facilidade de ver e tocar o que antes era surreal em imagens pb e descrições monstruosas.
Ao mesmo tempo que é tecnológico, também é gestual; recurso importante que de certa forma fomos perdendo gradativamente dos anos 90 pra cá. Vejo no ipad uma forma de tendência, de alternativa que pouco a pouco pode crescer e oferecer muito não somente na linha editorial, mas em todas as áreas que os curiosos desbravarem suas possibilidades (:
Upon a Fold
Upon a fold é um site bacanudo que vende cards, livros pop-up dentre outros trabalhos que transformam o papel em arte.
Gilbert Ford
É um ilustrador que vive e trabalha no Brooklyn, New York. Sua ilustração é delicada um estilo bem autoral, trabalhando também com tipografia, além das encantadoras ilustrações Gilbert desenvolve padronagens e animações, tudo isso pode ser visto aqui
Na ponta da agulha
Miyuki Sakae é dona de um estilo único para ilustrar, seu “lápis e papel” são “agulha, linha e tecido”.
Há mais de vinte anos Miyuki cria diversas ilustrações usando apenas uma máquina de costura. Inspirada pela mãe que costurava todas as roupas da família, ela decidiu também dedicar-se a esse tipo de trabalho, porém acabou indo uma pouco mais além.
Com criatividade, delicadeza e, provavelmente, muita paciência, suas criações surgem em finas linhas coloridas e ganham vida com um toque de inocência, assim como em traços de um desenho infantil.
Miyuki Sakae nasceu em Osaka, no Japão e atualmente mora e trabalha em São Francisco.
Para mais mimos visuais, clique aqui.
Uma sexta com alegres remendos e delicadas costuras para todos vocês (:
MiniMemoryWorlds
As cúpulas em miniatura (38mm x 60mm) produzidas pelo designer gráfico Glyn Walton tentam despertar memórias adormecidas de momentos especiais, através das cores, cheiros e do toque. Cada um tem sua própria história, mas o espectador é livre pra criar a sua própria. As cúpulas são tão delicadas e inspiradoras que é fácil imaginar algumas historinhas vindas de contos de fada, cheias de encanto, não é? (:
Esses e outros produtos de Walton podem ser adquiridos em sua loja.
Passe lá pra conferir as histórias e se encantar com outras memórias!
Love Letters
O livro “Other People’s Love Letters … You Were Never Meant to See” não foi lançado no Brasil, mas poderia e deveria.
De notas em guardanapos, cartas profundas, rabiscos em caixinhas de fósforos e mensangens em post-its, o livro é uma reunião de declarações de amor.
Apesar dos meios eletrônicos tomarem grande parte dos romances contemporâneos, nada substitui a essência de uma correnpondência privada, caligrafada pelas letras desenhadas a punho. Pensando nisso o ex-editor da revista Life, Bill Shapiro, há décadas começou uma grande coleção de achados e de declarações próprias.
Com uma linda proposta voltada para o amor e suas demonstrações , este livro traz delicadas, as vezes confusas ou quentes notas apaixonadas.
Para adquirir o livro, clique aqui!
Uma ótima e apaixonante sexta para todos vocês (:
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